Servidor temporário também tem direitos? Sim — e muitos.

Por muito tempo, o servidor temporário foi tratado como um “subservidor”. Sem estabilidade, sem voz, sem o reconhecimento que merece. Mas isso está mudando. A Justiça, a legislação e as mobilizações coletivas têm consolidado um entendimento claro: o servidor temporário tem direitos. E eles devem ser respeitados.

Neste artigo, vamos explicar quais são esses direitos, o que fazer quando eles são desrespeitados e como é possível reivindicá-los por meio da Justiça.

O que é um servidor temporário?

O servidor temporário é aquele contratado por tempo determinado para atender a uma necessidade excepcional do interesse público. A previsão está na Constituição Federal, art. 37, inciso IX, e regulamentada por legislação estadual ou municipal conforme o ente federativo.

Apesar de sua condição transitória, o vínculo jurídico com a Administração Pública gera uma série de direitos garantidos.

Quais são os direitos do servidor temporário?

Os tribunais e a jurisprudência reconhecem que o servidor temporário tem direito a:

  • Remuneração equivalente ao servidor efetivo na mesma função
  • Férias proporcionais com adicional de 1/3
  • 13º salário proporcional
  • Licença maternidade/paternidade
  • FGTS (quando não vinculado a regime próprio)
  • Adicionais legais (noturno, insalubridade, periculosidade, etc.)
  • Indenização por rescisão antecipada sem justa causa


Além disso, em muitos casos, temporários têm direito ao mesmo reajuste salarial dado aos efetivos. Negar isso configura ofensa ao princípio da isonomia.

O que fazer se seus direitos forem ignorados?

Infelizmente, é comum que o servidor temporário não receba corretamente tudo o que lhe é devido. Muitos contratos encerram sem o pagamento proporcional de férias, sem 13º, sem adicionais.

Nesses casos, é possível entrar com ação judicial individual ou coletiva para buscar a reparação financeira e o reconhecimento do direito.

O mais importante: o tempo para isso é limitado. Há prazos prescricionais para cobrar valores atrasados.

O papel das ações coletivas

Muitos dos avanços na proteção do servidor temporário vieram de ações coletivas bem estruturadas. Elas permitem unir força, reduzir custos e pressionar o Judiciário por uma decisão mais ampla e rápida.

Se você faz parte de um grupo de temporários com o mesmo problema (ex: não recebimento de férias, adicional noturno, cortes indevidos), você pode estar apto a ingressar em uma dessas ações.

Conclusão: você não está sozinho

A falta de estabilidade não é sinônimo de falta de direito. O servidor temporário presta um serviço essencial, muitas vezes em condições adversas, e merece respeito, reconhecimento e reparação quando for lesado.

Nosso movimento, Valor a quem serve, existe para transformar essas injustiças em vitórias. E isso inclui você.

Fale com a gente. A análise é gratuita. A causa pode ser coletiva. E o direito, inegociável.